Relatórios #04: Evolução dos alunos 50+

A busca por conhecimento é uma característica humana que atravessa gerações. Com a expectativa de vida aumentando e o mercado da educação em constante expansão, a média de idade dos estudantes também cresce.

Esse avanço, nos lembra como é importante que o público 50+ seja também considerado no planejamento e nas estratégias de marketing das instituições. Para isso, é essencial ter uma equipe em sintonia e preparada para fornecimento dados concretos em relação a esses grupos.

Para compreender melhor essa evolução, criamos um dashboard com alguns dos principais números desse público na última década. Clique AQUI para acessá-lo na íntegra.

Dashboard com evolução dos alunos 50+

Nesse painel, observamos a evolução individual de cada grupo com mais de 50 anos, dividido por faixas etárias: de 50 a 54 anos, de 55 a 59, de 60 a 64, e com mais de 65 anos. Em todos eles, percebe-se como os números apenas cresceram de 2011 até 2019. Entre as faixas analisadas, a que mais teve crescimento foi a de 65+, com evolução de 139,72% no período.

Dentro dos mercados EAD e presencial, a presença desses grupos é maior no ensino à distância, com uma fatia de quase 8% em relação ao número de matriculados.

Lembrando que: para visualizar individualmente o relatório de cada gráfico, basta acessar o símbolo  disponível no canto superior direito de cada widget.

Comente e compartilhe conosco, o que você achou dessa análise? Quais as estratégias a sua instituição já está traçando para entender melhor as expectativas e necessidades desses alunos?


☑ Esse artigo faz parte da série Relatórios que traz exemplos práticos de análises em nossa plataforma. Veja outras publicações semelhantes clicando aqui.

Drops Educacional: Julho de 2021

Notícias semanais sobre o Mercado da Educação Superior
DROPS#85: De 28/06/2021 a 02/07/2021

EDITAIS

MEC publica editais do Prouni, Fies e Sisu para segundo semestre.

Notícia: Agência Brasil

PERSPECTIVAS

Ritmo de vacinação faz com que 43% planejem começar a graduação somente em 2022, aponta pesquisa.

Notícia: Portal G1

CRISE

Metade do gasto público com ensino superior no país beneficia os mais ricos. 

Notícia: Correio Braziliense

VACINAÇÃO 

Vacinação deverá impulsionar matrículas no ensino superior. 

Notícia: Portal R7

IGUALDADE

Brasil pode atingir equilíbrio racial no ensino superior na próxima década. 

Notícia: Folha SP

ENEM 2021

Inscrições abertas para o Enem 2021.

Notícia: Portal MEC

REFLEXOS DA PANDEMIA

Nº de mortes de trabalhadores na área da educação sobe 128% de Janeiro a Abril, aponta Dieese.

Notícia: Portal G1

EAD

O salto do ensino a distância e seu impacto nas IES de pequeno porte. 

Notícia: Rev. Ensino Superior

PNE 

Inep atualiza dados do Painel de Monitoramento do PNE. 

Notícia: Portal MEC

ENADE

MEC confirma que, em 2021, só aplicará Enade ‘atrasado’ de 2020. 

Notícia: Portal G1

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Indicador de Migração

Após uma breve pausa nas atualizações deste indicador, o formulário de migração está completo e atualizado. Por meio do código único do aluno no Censo da Educação Superior, é possível acompanhar o fluxo dos alunos, suas situações em cada ano e o ano de ingresso nos cursos.

Uma migração ocorre quando identificamos que um aluno entrou em situação de evasão (desvinculado do curso, transferido para outro curso da mesma IES ou matrícula trancada), em algum curso em determinado ano do Censo e que apareceu novamente vinculado a outro curso a contar do ano da evasão.

De forma prática, ao gerarmos o relatório e selecionar o ano de 2018 na série histórica, obtemos a quantidade de alunos que entraram em situação de evasão no curso de origem no Censup de 2018 e aparecem vinculados a outro curso a partir deste ano. Uma das dimensões mais importantes deste indicador é a dimensão “Ano de ingresso no destino”, pois, a partir dela conseguimos identificar alunos que migraram e ingressaram no mesmo ano, ou, aqueles alunos que no processo de migração permaneceram em situação de evasão por mais tempo.

Pela complexabilidade deste indicador é necessário gerar relatórios específicos, ou seja, quanto maior o preenchimento dos campos de origem e destino, e dimensões claras, melhor será sua análise.

Exemplos de Migração

O indicador é composto pelos campos Ver Por, IES de origem e destino, Curso de origem e destino, Cidade de origem e destino, e modalidade de origem e destino além da opção de evasão e reingresso no mesmo ano.

Neste exemplo abaixo, analisamos as migrações de Porto Alegre para outras cidades. É notável que a maioria das migrações ocorreram na própria capital, entretanto, mesmo a cidade de São Leopoldo tendo mais instituições que Cachoeirinha, a quantidade de migrações no município de Cachoeirinha foi superior às migrações de São Leopoldo.

Quando analisamos migrações de modalidade é necessário considerar quatro cenários: alunos que estavam no presencial e permaneceram nele, ou seja, mudaram o curso, instituição ou cidade, assim como alunos no ensino à distância que se mantiveram na mesma modalidade. E também, os alunos que passaram do presencial para o EAD e do EAD para o presencial. Só em Porto Alegre tivemos 16,03% de alunos que migraram do ensino presencial para o ensino à distância em 2019.

Em outro exemplo específico, consideramos as migrações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul para a Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre, em que tivemos dois alunos que tinham como seu curso de origem Engenharia Química e migraram para o curso de Psicologia. Porém, essas migrações ocorreram em 2018 e esses alunos ingressam no destino em 2019.

Para analisar a evasão, este indicador é fundamental, pois, com ele é possível criar métricas que indiquem para onde os alunos estão indo, quais os cursos com mais migrações, em qual modalidade investir, conhecer os maiores concorrentes, entre outras informações. 

 

Boa análise!
Até a próxima.

Novidade: Indicador de Evasão Real

Completando o grupo de indicadores predefinidos de evasão, o novo indicador de Evasão Real permite analisarmos a taxa de evasão no ano em que a evasão acontece. Diferentemente dos outros indicadores de evasão em que, por exemplo, o aluno que trancou a sua matrícula em 2017 somava-se uma evasão a mais no ano seguinte, o indicador de evasão real (TER) informa a quantidade de alunos evadidos no ano e a taxa destes alunos frente aos alunos vinculados em qualquer situação. É importante lembrar que o Censup considera como situações do aluno: Cursando, Formado, Desvinculado do curso, Matrícula trancada, Transferido para outro curso da mesma IES ou Falecido.

Como dito anteriormente, diferente de outros indicadores onde estudamos a evasão, o indicador TER explora quando(ano) o ato da evasão ocorreu, independentemente da sua situação de evasão ser mantida nos anos subsequentes, e a partir desta informação calcula a taxa de evasão daquele ano.

Preenchendo o Indicador

Para gerar um novo relatório, basta clicar no ícone “Relatórios” no menu à esquerda da ferramenta. Você será direcionado ao formulário avançado do ensino superior, abaixo, você encontrará a lista com todos indicadores predefinidos. Basta selecionar o indicador Taxa de Evasão Real (TER).

Depois de selecionar a série histórica que deseja, iremos inserir nossas dimensões no campo Ver Por:

Para gerarmos o relatório específico já definiremos no formulário as cidades e cursos que desejamos analisar.

 

É possível preencher Grau do Curso, Categoria Administrativa e a Modalidade de Ensino, ao não selecionarmos uma das alternativas o indicador considera todas, ou seja, para considerar as modalidades presencial e EAD basta deixar em branco as opções sem precisar selecionar às duas.

Para salvar o relatório o nomeie e clique em Salvar e visualizar relatório.

Analisamos o mercado de Porto Alegre percebemos que no setor público o curso de Direito sua maior taxa de evasão real foi em 2018, diferente do setor privado que a maior taxa foi no ano de 2017.

Outro exemplo que podemos considerar é o curso de Administração que no setor público sua menor taxa foi no ano de 2019, por outro lado, no setor privado a maior taxa foi em 2019.

 

Boa análise!
Até a próxima.

Formulário Avançado: Entenda na Prática

Ao acessar os relatórios no Mercadoedu, a primeira ferramenta que nos depararmos é o formulário avançado do ensino superior. A partir deste formulário, é possível criar indicadores customizados e análises mais complexas, além disso, o formulário avançado nos permite usar diversas métricas em um único relatório combinando-as.


Caso deseje alterar para outros níveis de ensino basta selecionar a aba acima do formulário.

 

Lembrando

O Formulário Avançado é composto por uma série histórica sólida: nome, métricas e métricas secundárias, métrica por categoria, equações, dimensões, restrições e as abas de avançado, visualização e organização.

◾ Série Histórica: A série histórica se inicia em 2009 e se atualiza a cada edição do Censo Superior da Educação. É importante considerarmos que quanto maior nossa série histórica, maior será nossa gama de resultados. Por isso, é importante ter ciência do resultado que desejamos para evitarmos a abundância de dados desnecessária.

◾ Nome: O nome no relatório embora não seja obrigatório para visualização, é necessário para salvar. Para sua organização, recomendamos nomes que indiquem o conteúdo do mesmo. 

◾ Métricas: As métricas (primárias) são referentes aos dados de educação e sempre serão um resultado numérico esperado para consulta. Nas métricas primárias, você poderá manipular dados de Enade, CPC, IGC, Oferta, Aluno, Finanças da IES, Pessoal Técnico, Curso e Docente, entre outros.

◾ Métricas Secundária: As métricas secundárias são opcionais e derivadas de bases que não estão relacionadas diretamente com a educação, mas que podem fazer sentido analisá-las juntamente aos dados educacionais. Um exemplo são os dados demográficos do IBGE, é possível utilizá-los com as métricas primárias, limitando-as a dimensões de município, por exemplo. A base demográfica conta com resultados de População total, Renda per capita, faixas etárias, Pessoas com graduação, e mais. 

Deve-se preencher ao menos uma métrica sendo ela primário ou secundária.

◾ Métricas por Categoria: No lado direito do relatório à o campo métricas por categoria, essa forma permite inserir métricas relacionadas à algum tópico específico. 

Exemplo: Todas métricas de faixa etária de aluno e população, resumos dos alunos que abrange métricas como total de alunos matriculados, total de alunos ingressos (Ingressos no ano do censo – Processo seletivo + Outro meio), ingressos do 1º semestre (Ingressos em qualquer ano), ingressos do 2º semestre (Ingressos em qualquer ano) e total de alunos concluintes.

◾ Equações: A partir das equações temos condições de criar novas métricas, combinando mais de uma ou executando cálculos complexos para obter os números necessários. As equações permitem criar uma nova métrica e uma relação matemática entre as métricas do relatório, essa funcionalidade abre o leque de possibilidades, pois, é livre e transparente.

 

◾ Dimensões: No campo dimensões definimos a forma que as métricas selecionadas serão apresentadas e qualificadas. As combinações possíveis entre as dimensões estão diretamente relacionadas à quantidade de linha dos nosso relatório. Lembrando que quanto maior a quantidade de dimensões, maior será seu relatório, pois, cada dimensão será um qualificador para as métricas do seu relatório.

Exemplo: Ao usar a métrica “Total de alunos matriculados” e dimensionarmos por “Nome da cidade“, teremos em cada respectiva cidade os alunos matriculados. Ao passo que selecionamos mais uma dimensão, como “Sigla da IES“, além das linhas de cidade teremos as linhas de Sigla das IES em cada uma das cidades, elevando assim o tamanho do seu relatório.

◾ Restrições: O campo de restrições funciona como seu filtro, você informa as delimitações da sua consulta de acordo com os seus interesses. As restrições são opcionais, entretanto, são necessárias para uma análise mais específica.

Exemplo: Para analisar apenas o mercado de São Paulo, basta selecionar a restrição Nome do Estado e selecionar o Estado de São Paulo.

◾ Avançado: O campo é o join, entre a tabela de dimensão e a tabela fato.

Exemplo: Na tabela IES, temos Sigla IES e na tabela fato de alunos, temos Total de alunos matriculados, nesse exemplo se por acaso existe uma IES sem alunos ela não aparecerá no relatório se deixarmos a opção automático selecionado. Para que apareça no relatório é necessário usar Left Join ou Join null, juntando, assim valores que Siglas da IES que não possuem correspondentes na tabela fato de aluno.

◾ Visualização: Na aba de visualização, você define como o seu relatório será apresentado. É possível definir o gráfico inicial do relatório, as métricas iniciais e a quantidade de linhas a serem selecionadas ao carregar o relatório.

◾ Organização: Com a finalidade de deixar seus relatórios organizados, a aba de organização permite salvar o relatório em uma das suas categorias. A opção de “Mostrar no menu” deixa seu relatório no acesso rápido (para  relatórios frequentes essa funcionalidade é muito prática). Os relatórios marcados através da opção “Compartilhar com rede” irá permitir que eles sejam acessados pelos demais usuários da sua conta.

*DICA: Para compartilhar relatórios para usuários não cadastrados basta apenas compartilhar a url pública.

Finalizando

Após  preencher o relatório como deseja, é possível selecionar uma das seguintes opções: “Visualizar relatório” (que não salva o relatório), “Salvar e visualizar relatório” (que armazena o relatório com o nome indicado na sua página inicial, ou com as opções descritas no campo de organização), e “Download do relatório” (que efetua o download dos dados sem precisar gerar em tela). Lembrando que o download é feito em “csv”, ou seja, é necessária uma formatação em seu editor de planilhas. Para não ter erro nessa formatação, basta seguir os passos neste link.

Paradoxalmente, a complexidade do formulário avançado surpreende em sua facilidade. Quando entendemos cada ponto principal desta ferramenta, percebemos que os dados educacionais vão além do que estamos habituados.

Boa análise!
Até a próxima.